Delegado da Polícia Civil de RR é preso durante investigação de duplo homicídio em Rorainópolis
Delegado Rick Silva e Silva, titular de delegacia de Rorainópolis, no Sul de Roraima, foi preso nesta terça (14). Reprodução/Redes sociais Rick Silva e Silv...
Delegado Rick Silva e Silva, titular de delegacia de Rorainópolis, no Sul de Roraima, foi preso nesta terça (14). Reprodução/Redes sociais Rick Silva e Silva, delegado da Polícia Civil em Rorainópolis, no Sul de Roraima, foi preso nesta terça-feira (14). A prisão faz parte da Operação Conluio, segunda fase da investigação sobre o duplo homicídio do empresário Edgar Silva Pereira, de 60 anos, e da esposa dele, Rossana de Lima e Silva, de 49. O casal foi encontrado morto e carbonizado no dia 17 de dezembro. As diligências da operação ainda estão em andamento e as ações ocorrem também em Boa Vista. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 RR no WhatsApp Ao g1, a defesa do delegado informou que já estabeleceu contato com a unidade responsável pela prisão e está em deslocamento para Rorainópolis para acompanhar o cliente e providenciar a defesa técnica. Ressaltou que ainda não possui detalhes sobre o motivo da prisão, pois o processo corre em sigilo, mas afirmaram ter "muita confiança na Justiça de Roraima" e acreditam que, muito em breve, toda a situação será esclarecida. A reportagem também solicitou posicionamento à Polícia Civil sobre a prisão e aguarda o retorno. A ação foi deflagrada pela Delegacia Geral de Homicídios (DGH), juntamente com o Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco), do Ministério Público de Roraima, com apoio do Departamento de Inteligência da Secretaria de Segurança Pública (Sesp) de Roraima. Morte de casal A investigação sobre a morte do casal começou após o desaparecimento, em dezembro de 2025. No dia seguinte, os corpos foram encontrados em uma caminhonete totalmente queimada na vicinal 31. Na época, familiares informaram à polícia que o casal saiu para resolver um assunto rápido, deixou os filhos em casa e não voltou mais. As primeiras ações foram feitas pela Delegacia de Rorainópolis. Devido à gravidade e à complexidade do caso, a partir de 24 de dezembro de 2025, a investigação passou a ser conduzida, pela DGH, responsável pela ação desta terça-feira. Operação anterior Em janeiro de 2026, a PC informou que fazia diligências para identificar responsáveis e esclarecer as circunstâncias do crime. Em março, uma operação cumpriu 17 mandados de busca e apreensão em endereços ligados a um advogado e outras seis pessoas por suspeita de envolvimento na morte do casal. Um trecho da ordem judicial do juíz Raimundo Anastácio Carvalho Dutra Filho, da Vara Criminal de Rorainópolis, que determinou a operação de março, citava que as as vítimas e os alvos da PC possuíam "relações conflituosas". Segundo a investigação, o casal operava um esquema de agiotagem. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Leia outras notícias do estado no g1 Roraima.